A Terra Entre Mundos vibrava como se estivesse engolindo o próprio coração.
Mesmo com Kael inconsciente em seus braços, Lyria sentia o espaço mudar:
o chão pulsava como veia;
a luz prateada oscilava;
as trilhas se contorciam como serpentes vivas.
A Filha Perdida observava em silêncio — e isso era pior do que qualquer aviso.
A mãe se ajoelhou ao lado de Lyria.
“Filha… você realmente fez isso.”
Lyria estava tremendo — de adrenalina, medo e raiva acumulada.
— Eu não ia perder ele.
A mãe tocou o rosto dela com carinho.
“Você o salvou.”
A Filha Perdida aproximou-se, a voz ecoando como se viesse do fundo da terra:
“E ao salvá-lo… destruiu o Julgamento.”
Lyria ergueu o rosto.
— Eu não me importo.
“Importa.” — a Filha Perdida respondeu.
O chão atrás deles RACHOU — uma fissura profunda, negra, viva — como um olho se abrindo.
Lyria se virou, assustada.
— O que é isso?
A mãe arregalou os olhos.
“Não… não pode ser tão cedo…”
A fissura se abriu mais.
E uma energia densa, quente, sufocante, esca