A luz do núcleo explodiu para fora como uma maré.
Kael e Eran foram lançados contra o chão ao mesmo tempo. Pedras tremeram, símbolos acenderam, e a entrada do templo pareceu respirar como um animal acordando irritado.
Kael rolou, levantando com dificuldade.
— LYRIA! — ele gritou, indo direto para o monólito azul.
Eran também se ergueu, mas com a lâmina já em mãos.
— Não encosta! — Eran avisou. — O núcleo pode partir você no meio!
Kael ignorou.
Ele cravou a mão na pedra viva.
A marca no pulso queimou violentamente, como se respondesse ao poder de Lyria do outro lado.
— Eu não vou perder ela — ele rosnou.
Eran fechou a mandíbula.
— Então não morre tentando.
O chão vibrou de novo.
O núcleo brilhou, rachando a própria superfície… e cuspiu Lyria para fora.
Ela caiu de joelhos, tossindo, como se tivesse voltado debaixo d’água.
Kael correu até ela.
— Lyria! Ei… olha pra mim.
Ela levantou o rosto devagar.
Os olhos estavam diferentes.
Não mais só prateados.
Havia um brilho azul profundo dentro