A primeira coisa que Lyria sente é frio.
Não um frio comum — mas um frio vivo, pulsante, como se algo tocasse sua pele por dentro.
Ela abre os olhos devagar.
Não está mais no território.
Não está no templo.
Não está com Kael ou Eran.
Está em um espaço feito de luz azul e sombras densas, onde o chão parece líquido e o ar vibra como se respirasse.
— Finalmente. — a voz ecoa.
Ela se vira.
E vê Elyon.
Mas agora… ele tem corpo.
Um corpo real.
Ele parece jovem, da idade dela, mas carrega no olhar uma antiguidade que nenhum mortal deveria ter. Cabelos escuros, pele com reflexos prateados e olhos que são exatamente como os dela quando o medalhão desperta — só que mais profundos. Mais perigosos.
Ele dá um passo à frente.
O chão de luz reage aos pés dele.
Lyria tenta se afastar — mas o ambiente muda com ela.
Não há para onde correr.
— Onde eu estou? — ela pergunta.
Elyon inclina a cabeça, sorrindo.
— Dentro.
Dentro do núcleo.
Dentro da parte do poder que deveria ser minha.
E… dentro de