A primeira coisa que Lyria sente é frio.
Não um frio comum — mas um frio vivo, pulsante, como se algo tocasse sua pele por dentro.
Ela abre os olhos devagar.
Não está mais no território.
Não está no templo.
Não está com Kael ou Eran.
Está em um espaço feito de luz azul e sombras densas, onde o chão parece líquido e o ar vibra como se respirasse.
— Finalmente. — a voz ecoa.
Ela se vira.
E vê Elyon.
Mas agora… ele tem corpo.
Um corpo real.
Ele parece jovem, da idade dela, mas carrega no olhar