A queda não era queda.
Era como deslizar por dentro de uma veia viva, onde paredes de luz escura pulsavam como carne.
Kael tentava manter Lyria próxima, segurando sua mão com força — mesmo que o pulso dele queimasse pela energia do núcleo.
Eran vinha atrás, conjurando trajetos de luz azul para estabilizar a descida.
— Segura firme! — Kael gritou.
— EU ESTOU SEGURANDO! — Lyria respondeu, tentando parecer mais corajosa do que estava.
A energia puxava-os em direções impossíveis, como se a gravidade mudasse a cada segundo.
De repente, tudo parou.
Eles foram cuspidos para um chão duro, silencioso, frio.
Um corredor gigantesco, feito de pedra azul e sombras profundas, se estendia à frente deles.
Lyria respirou fundo.
— Isso é o… coração?
Eran olhou ao redor, tenso.
— Não.
Isso é a porta do coração.
Kael apertou a arma.
— E onde está… você sabe… “ele”?
Eran não respondeu.
Porque todos sentiram ao mesmo tempo.
Um arrepio.
Uma presença.
Uma coisa que não deveria estar ali e que, aind