O símbolo brilhava no ar como uma ferida aberta.
A marca de Kael parecia queimada, instável, pulsando com uma energia que não deveria existir fora da fortaleza.
Eran observava o ar cintilar.
— Isso é perigoso demais — ele murmurou. — Ele está rompendo a própria marca. Isso vai matá-lo.
Lyria sentiu o estômago virar.
— Por que ele faria isso?!
Eran virou-se para ela.
— Por você.
Essas duas palavras atingiram mais forte que qualquer golpe.
— Ele não devia — ela respondeu, voz trêmula. — Ele não pode fazer isso sozinho.
— Mas está fazendo — Eran disse. — E não vai parar até te alcançar ou até a própria magia acabar com ele.
Lyria correu até onde a marca flutuava.
— KAEL! — ela gritou para o vazio. — PARA! VOCÊ VAI MORRER!
A marca se distorceu como se respondesse à voz dela… depois enfraqueceu, os contornos prateados tremendo.
Eran puxou Lyria para trás.
— Não interfira. Quanto mais você tentar chamá-lo, mais rápido ele vai se destruir.
Lyria encarou Eran, furiosa:
— E você acha isso bom,