A luz azul se fechou ao redor de Lyria como um casulo. O ar parecia pesado demais para respirar. Cada parte do corpo parecia puxada para trás, como se algo tentasse arrancá-la do trajeto.
— Não solta minha mão — Eran disse, a voz firme dentro do caos. — Se soltar, a fenda te rasga no meio.
Lyria apertou com toda força.
O turbilhão de luz engoliu tudo — até que, de repente, cessou.
Os pés dela tocaram chão firme.
Mas definitivamente não era o chão da fortaleza.
Era… outro lugar.
Um campo de pedras negras e musgo prateado, iluminado por uma luz que não vinha do céu — mas da própria terra, pulsando como respiração. O ar era mais quente, mais denso, com cheiro de metal e chuva.
Lyria cambaleou.
Eran segurou seus ombros.
— Respira. Esse é o efeito do salto. Passa rápido.
Ela respirou fundo.
Não passou tão rápido quanto ele prometeu.
— Onde estamos? — Lyria perguntou, olhando ao redor. — Isso não parece nada parecido com aquele mundo… e nem com o meu.
Eran sorriu de lado.
— Não é nenhum dos