O raio de luz prateada atravessou o céu rachado como uma lâmina.
Ele não só iluminou o território — ele chamou tudo que vivia nas bordas daquele mundo.
E chamou alguém que jamais deveria estar ali.
A quilômetros dali, Kael caiu de joelhos na terra seca, o peito ardendo como se tivesse fogo dentro. O rastreio proibido queimava seu pulso onde o juramento marcava a pele.
— Droga… droga… — ele arfava, cuspindo sangue.
A cada passo, a energia do vínculo puxava ele para frente.
Não dava para parar.
Não dava para respirar.
Não dava para pensar.
A voz de Lyria atravessara sua mente minutos antes, como um grito silencioso.
“Kael, você vai morrer!”
Ele sorriu, mesmo fraco.
— Não antes de te encontrar.
Mas aí veio a luz.
A explosão prateada.
E com ela — algo que ele nunca sentira.
Um pulso.
Uma segunda presença.
Algo que respondeu ao medalhão dela, mas não era ela.
— O que é isso…? — Kael murmurou.
A marca queimou mais forte.
Um sinal.
Uma vibração diferente.
Quase… familiar.
E Kael percebeu com