Zurique, uma semana depois.
8h02.
MansĂŁo Moreau.
Silêncio mortal — quebrado apenas pelo som de um telejornal que ninguém tem coragem de desligar.
A TV, presa na parede da sala de reuniões, mostra a mesma imagem há dias:
Um helicóptero preto, pedaços de carcaça flutuando.
Mar aberto, cinza, devorando tudo.
Helicópteros da guarda costeira sobrevoando a região, barcos de resgate riscando a água.
Nada. Nenhum corpo. Nenhuma prova de vida.
A manchete grita em letras brancas sobre fundo vermelho:
“Mi