A orquestra começa um jazz moderno.
Veludo, prata, perfume francês e ego disfarçado de charme enchem o salão.
Valentina gira a taça de champanhe devagar.
Observa tudo.
Anota tudo.
Como uma dama…
Mas com olhos de estrategista.
— Dante. — uma voz surge às costas.
Ele vira.
O olhar endurece um pouco.
É ela.
Arielle Delacroix.
Francesa. Loira. Fria como mármore de cemitério rico.
Vestido azul marinho justo.
Joias discretas — mas cada uma com preço de carro importado.
Lábios pintados