CAPÍTULO 74-SUÍTE 707 — FOUR SEASONS PARIS. 19h58.
O corpo dela bate no colchão com a força precisa.
A cama afunda. Ela afunda junto.
O salto ainda preso nos pés.
A pele nua contra os lençóis brancos.
O cabelo espalhado como fogo no travesseiro.
E o olhar?
De quem não sabe se geme… ou se implora.
Dante não sorri.
Dante nunca sorri quando tá prestes a destruir.
Ele sobe na cama.
Passa um joelho entre as pernas dela.
Se posiciona. Se impõe. Se instala… como quem marca território.
— Abre. — voz rouca, grave, suja.
Ela obedece.
Coxa abre. Alma esca