Fechei a porta do meu escritório com um estalo seco, quase como se estivesse tentando trancar todos os problemas e gritos que haviam preenchido o ar naquela casa nos últimos minutos. O silêncio, porém, não trouxe alívio, só fez o peso no peito aumentar, como uma corrente pesada que me puxava para baixo.
Aline estava no corredor, com passos hesitantes, olhando para o chão como se ele pudesse esconder a confusão que brilhava nos seus olhos infantis. Eu a segui, tomando cuidado para não parecer a