Quando cheguei à sede da empresa, ainda ajeitando o cabelo e com a pasta na mão, a recepcionista me cumprimentou.
No corredor, avistei Elisa encostada à porta da sala de reuniões, braços cruzados e um sorrisinho malicioso.
— Atrasada. — Ela cantarolou. — Isso é inédito.
— O trânsito estava horrível. — Respondi, séria.
— Claro. — Fingiu acreditar, erguendo as sobrancelhas. — E por “trânsito” você quer dizer... um certo CEO?
Passei direto por ela, abrindo a porta e entrando como se nada tivesse a