O dia da coletiva começou cedo, com a agenda milimetricamente cronometrada. Elisa me encontrou na recepção com um café duplo na mão e um sorriso profissional que escondia qualquer resquício de nervosismo.
— Bom dia, chefe. Pronta para encantar a imprensa internacional? — disse ela, enquanto me acompanhava até o carro.
— Encantar é um verbo forte. Eu diria... pronta para ser objetiva e inabalável — respondi, ajustando o casaco sobre os ombros.
A coletiva estava marcada para as dez, e antes das no