Assim que chegamos em casa, deixei minha bolsa sobre o aparador e caminhei direto para o meu escritório. A conversa com minha mãe ainda ecoava na minha mente como um martelo contra vidro. Eu precisava de silêncio. De distância. De ar.
Fechei a porta atrás de mim, girei a chave e me sentei diante da grande mesa de mogno escuro. Tudo ali me pertencia. Minha fortaleza. Meus livros. Meus segredos. Meu império.
Acendi o abajur. A luz quente contrastava com a frieza que insistia em permanecer no meu