A sexta-feira chegou com cheiro de coisa boa.
Maya percebeu isso ainda cedo, quando abriu a janela do quarto e sentiu o ar fresco entrar sem pedir licença. Não havia pressa naquele dia. Nenhuma decisão pendente. Nenhuma conversa pesada à espera. Apenas a sucessão tranquila de horas comuns — e isso, para ela, ainda era novidade.
Na cozinha, Enzo já estava acordado, sentado no balcão, balançando as pernas enquanto Dona Cida preparava o café.
— Hoje é dia de filme — ele anunciou assim que viu Maya