Maya acordou na casa de Orion sem sobressalto.
Não foi estranho.
Não foi dramático.
Foi natural.
A luz da manhã atravessava a cortina do quarto de hóspedes com suavidade, desenhando linhas claras na parede. Por alguns segundos, ela apenas ficou deitada, sentindo o próprio corpo. Nenhuma tensão acumulada nos ombros. Nenhuma necessidade imediata de pegar o celular.
O mundo podia esperar.
Ela se sentou devagar na cama, respirou fundo e ouviu os sons da casa acordando. Passos leves no corredor. Uma