A segunda noite de Maya na casa de Orion foi tranquila demais para parecer coincidência.
Ela acordou antes do despertador, ouvindo o silêncio confortável da casa ainda adormecida. Não havia aquela sensação antiga de estar ocupando um espaço provisório. Havia pertencimento — não imposto, não assumido como definitivo — mas real.
Ficou alguns minutos olhando para o teto, sentindo a própria respiração. Não havia urgência no peito. Não havia necessidade de revisar mentalmente conflitos pendentes.
A