A paz não quebrou.
Mas ecoou.
Na quarta-feira, Maya acordou com uma sensação diferente — não de ameaça, mas de memória. Era como se o corpo lembrasse que estabilidade não significa esquecimento. Algumas coisas continuam existindo mesmo quando deixam de comandar.
Ela ficou alguns segundos sentada na beira da cama, ouvindo a casa ainda silenciosa. Orion respirava pesado ao lado, Enzo ainda dormia. Tudo parecia intacto.
Mas havia algo no ar.
Não externo.
Interno.
Desceu para a cozinha e começou a