Safira entra no banheiro logo depois de mim e fecha a porta. O som parece alto demais naquele silêncio estranho.
Eu ainda estou curvada sobre a pia, respirando fundo, tentando me recompor. Sinto o gosto amargo na boca, o estômago embrulhado.
— Emma… — ela chama baixo. — Isso já está virando rotina.
— Não é nada — respondo rápido, sem encará-la. Dou descarga no vaso e jogo água no rosto, como se isso fosse resolver alguma coisa. — Só não me senti bem.
Safira se aproxima devagar. Consigo sentir o