Carol
Acabei cochilando depois da briga com Antony , o corpo exausto do peso do dia, da raiva, do beijo que ainda faz minha pele formigar. O toque dele quente, firme, me puxando como se o mundo pudesse desaparecer ficou gravado em mim, os lábios ardendo com a memória. Mas a realidade voltou rápido, como um tapa, com as palavras dele ecoando: “Não estou tentando te convencer a me amar. Estou tentando proteger vocês.” Proteção. É isso que ele chama? Me manter aqui, no meio do Texas, longe dos meus sonhos, da minha vida em Nova York? A raiva e a confusão se misturam, e me sento na cama, a manta amassada sob os dedos, a mão instintivamente na barriga. É estranho como toda a minha vida se alterou por alguém que nem nasceu ainda, mas, apesar do medo, tenho certeza de que quero ele seguro, mais do que qualquer coisa no mundo.
Levanto-me, ajeitando os óculos, e pego a bolsa, o peso dela nas mãos um lembrete de tudo que deixei para trás no Brasil. Vou até o quarto onde Evelyn estava, bato trê