CAROL
Antony me olha de lado, encostado na bancada, a xícara na mão.
— É um até logo, não fica com essa cara de choro — diz, a voz suave, e antes que eu possa responder, ele me puxa para os braços, tão rápido que levo um susto. O calor do peito dele contra o meu me desarma, e por um segundo, me permito relaxar, o cheiro de couro e sol me envolvendo. — Vou cuidar de você — ele murmura, os lábios perto do meu cabelo. — Tenho certeza de que aquela ruiva incendeia meu rancho.
— Ela faria isso — digo, rindo, mas quando olho nos olhos dele, o brilho sério, quase feroz, faz meu corpo estremecer nos braços dele.
— Eu queimaria o mundo por vocês — ele continua, a voz rouca, os olhos fixos nos meus. — Nunca vou deixar nada te acontecer.
As palavras dele me pegam desprevenida, o coração disparado, a mão na barriga apertando o tecido da blusa.
— Do que quer me proteger, Antony ? — pergunto, a voz tremendo. — Preciso entender. Estou correndo algum perigo?
Ele puxa o ar, o rosto endurecendo por