A lembrança de tudo voltou como uma maré.
Ele então completou, num tom mais baixo, quase um desabafo:
— Eu suportei tudo sozinho, Sophia. A dor, o medo, as crises. E no meio disso... você me deixou.
As últimas palavras vieram abafadas, como se fossem mais para ele do que para mim.
Eu não consegui responder. As lágrimas subiram aos meus olhos.
Olhei para ele, trêmula. O coração parecia se despedaçar dentro do peito.
Zahir estava pálido, e o sofrimento estampado em seu rosto me fez sentir a pior das criaturas.
— Nós iremos morar com sua