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7 - Eu não sou uma namorada infiel

ARIANA

Eu sabia que Elroy estava prestes a dizer algo para me chatear, mas eu não estava com disposição para outra discussão. Tudo o que eu queria era descansar e, talvez depois disso, pudéssemos discutir até ele se satisfazer.

— Então você ainda está saindo com o Lucas?

— Como é?

— Ah, por favor, não aja como se não soubesse do que estou falando... Eu vi o quão próximos vocês dois estavam agora há pouco.

— Não foi o que você pensou... O Lucas é meu amigo — expliquei, defendendo-me.

— Se há uma coisa que sei sobre modelos como você, é que todas dormem com os fotógrafos com quem trabalham... É algo normal para vocês, não é?

Cerrei os dentes, sentindo a raiva intensa crescer dentro de mim.

— Não acredito que você está me chamando de vadia barata.

— Chame do que quiser.

— Você não pode simplesmente entrar aqui e me insultar, Elroy. Eu não fico me envolvendo com meus fotógrafos... Eu não sou uma namorada infiel.

— Eu disse que era? — perguntou Elroy.

Soltei um suspiro tenso, virando-me para longe dele para pegar minhas roupas. Mas sua mão envolveu meu braço, virando-me à força para encará-lo.

— Escuta aqui, Ariana, porque não vou repetir... Da próxima vez que você pensar em sair com algum fotógrafo, tranque a porta, porque não queremos ninguém publicando coisas absurdas que possam levar minha avó ao hospital. Juro por Deus, se você fizer alguma coisa para machucar minha avó, eu te estrangulo com as minhas próprias mãos.

Lutei contra as lágrimas que ameaçavam inundar meus olhos.

— Tudo bem, vou me certificar de trancar as portas quando estiver me envolvendo com um fotógrafo — murmurei, olhando para ele.

Seus olhos se arregalaram um pouco com meu comentário enquanto ele soltava meu braço.

— Então você está mesmo se envolvendo com várias pessoas?

— Você pode pensar o que quiser, Elroy, não é como se você fosse acreditar em mim se eu contasse a verdade — murmurei. — Por que você está aqui, afinal?

— Ouvi dizer que você foi modelo para o ensaio de biquíni.

— E...?

— Como assim? É a minha empresa, eu posso ir aonde eu quiser.

— Eu falei o contrário, Elroy?

— Não gosto do jeito que você está falando comigo, Ariana. Cuidado com o tom de voz. — Ele franziu a testa.

— Ou o quê? Vai me bater? Vai em frente... tente...

— Por que eu iria querer te machucar?

— Você não pareceu se importar com isso quando estava ocupado me deixando marcas no braço, um minuto atrás — retruquei.

Ele apenas bufou, irritado.

— Sabe, eu estava realmente disposto a deixar você seguir com esse seu contrato estúpido com a Yvonne Deere... Mas agora estou mais do que nunca determinado a fazer você rescindir esse contrato. — Ele fervia de raiva. — Eu vim aqui procurando um motivo para deixar você seguir com esse contrato estúpido... Mas você arruinou tudo para si mesma.

— Você pode fazer o que quiser... Não vou rescindir esse contrato, não importa o que você diga ou faça.

— Eu sei... É por isso que vou deixar esse trabalho para outra pessoa. — Elroy esboçou um sorriso malicioso. — Tenho quase certeza de que você vai cooperar quando falar com sua mãe no brunch.

— Faça o que você quiser, Elroy... Eu não vou desistir.

[...]

— Vou desistir — murmurei, jogando-me no sofá do escritório da Karen. — Minha língua solta estragou tudo! Eu devia ter pedido desculpas a ele, não devia tê-lo irritado... O que vou fazer, Karen?

Karen sorriu.

— Talvez você devesse começar me contando o que aconteceu? — perguntou ela.

Suspirei.

— O Elroy viu eu e o Lucas, juntos no vestiário e achou que estávamos... você sabe... saindo? Isso não é loucura? Como ele pôde tirar essas conclusões? Quer dizer, não faz o menor sentido.

— Por que você diz isso?

Dei de ombros.

— Bem, eu jamais faria algo para deixar a Melissa triste, jamais o trairia.

— Por que você acha que não vai traí-lo?

— É óbvio que é porque ele é meu namorado e eu... — Interrompi-me antes de terminar a frase. — Olha, não importa, tudo o que sei é que nunca o trairia porque não sou esse tipo de mulher.

— Então, você e o Lucas são apenas amigos?

— Sim, é só isso que somos... Embora tenhamos tido um caso alguns anos atrás, antes de eu e o Elroy começarmos a namorar. Mas somos realmente só amigos.

— O Elroy sabe sobre esse lance que você teve com o Lucas? — perguntou Karen.

— Sim... Ele sabe.

— Você já considerou a possibilidade de o Elroy ter tirado conclusões precipitadas simplesmente porque estava irritado com o fato de você estar com o Lucas?

Soltei o ar.

— O que você quer dizer?

— Escuta, Ari, minha teoria é que o Elroy estava com ciúmes do que viu.

— Você acha que o Elroy estava apenas com ciúmes? — perguntei.

— Sim. — Karen assentiu.

— Bem, você está enganada, Karen... Quer dizer, ele não tem esses sentimentos por mim.

— Não se trata de sentimentos, Ari... Tem a ver com o título. Você é a namorada dele, ele só está com ciúmes porque você tem uma conexão com outro cara.

— O Elroy não estava com ciúmes... Ele estava apenas sendo o narcisista de sempre. Agora, mais do que nunca, ele está determinado a me fazer rescindir o contrato com a empresa de Yvonne Deere...

— Você concorda com o contrato?

— Sim... Que tipo de pergunta é essa? A Yvonne tem talentos realmente incríveis, ela está começando a se destacar, e o Elroy detesta a ideia de ter uma competição séria. Ele não está com ciúmes, ele só está sendo egoísta.

Karen suspirou.

— Estudei com o Elroy, ele é uma pessoa complicada. Você não consegue dizer quando ele está feliz, triste ou realmente bravo.

— Fico imaginando como você sobreviveu à faculdade com aqueles três.

— Eu sei, né? Mas eu sobrevivi. Quando você o entender, vai saber quais são as verdadeiras intenções dele — disse Karen, pigarreando. — Escuta, Ariana, o Elroy não faz nada sem ter dois ou três motivos para fazê-lo.

— Ok, estou ouvindo.

— Certo, por exemplo: o Elroy pode estar tentando impedi-la nesse trabalho porque sabe que, no fundo, você preferiria estar fazendo algo muito menos estressante... Vocês dois estão juntos há mais de três anos?

— Sim.

— O Elroy é um homem muito inteligente, ele te estudou, mas você não sabe disso porque ele não quer que você saiba. Ele sabe que você não quer esse trabalho. É por isso que eu te fiz aquela pergunta: "Você está realmente feliz trabalhando para a Yvonne?"

Suspirei.

— Não, eu não quero, mas quero. — Apoiei a cabeça no sofá macio. — A Yvonne implorou para que eu a ajudasse, não pude dizer não.

Karen sorriu.

— Agora entendo por que o Elroy não quer que você trabalhe com eles.

— O que você quer dizer?

— Ele acha que a Yvonne está só te usando, ele sabe o quão ingênua você é, então... minha maior aposta é que ele pensa que está te ajudando e, ao mesmo tempo, se ajudando — esclareceu Karen.

— O Elroy me odeia — murmurei. — Ele não está me ajudando nem nada do tipo. O comportamento dele hoje foi... desagradável.

— Ele só estava com ciúmes — disse Karen. — Sabe, as pessoas têm maneiras diferentes de expressar seus sentimentos. No caso do Elroy, ele acredita que magoar você é a única maneira de suprimir esses sentimentos indesejados. Ele não vai perceber nada, a menos que você o faça enxergar.

— Não sei por que você acha que o Elroy ficou com ciúmes, ele é incapaz de ter sentimentos.

Karen sorriu:

— Bem, teremos que ver isso, não é?

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