Contrato de Casamento: Uma segunda chance para o CEO

Contrato de Casamento: Uma segunda chance para o CEO PT

Romance
Última atualização: 2026-06-26
Luísa Faruk Gerente   Atualizado agora
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Resumo
Índice

Com a mãe doente, as contas vencendo e um currículo ignorado por todos. Por isso, quando surge uma vaga humilde de assistente numa gigante de tecnologia, ela aceita sem pestanejar — mesmo que seja para servir café e ouvir gritos de chefes mimados. O problema é que Stella Blake acaba abrindo a porta errada, na hora errada... e sai de lá noiva do homem mais temido e desejado do país. Dominic Scott é tudo o que Stella menos precisa: um herdeiro arrogante, magnata de uma fortência construída sobre as cinzas da morte dos pais, e conhecido por destruir corações como quem renova contratos. Desde a tragédia que o deixou órfão, Dom se enterrou em uísque, reuniões e relacionamentos rasos — porque acredita que o amor é uma fraqueza que ele não pode mais pagar. Só que sua avó está prestes a arrancar tudo dele: se ele não se casar em seis meses, perde o controle da empresa. Desesperado, ele faz uma proposta delirante para a primeira mulher que cruza seu caminho: uma aliança falsa em troca de dinheiro, um teto — e uma mentira que serve aos dois. O que nenhum dos dois esperava era que o combinado fosse virar um incêndio. Entre jantares de mentira que ardem de verdade, toques que vêm com roteiro e terminam com faíscas, e olhares que eles juram ser só atuação, Dominic e Stella vão parar num território perigoso: o da tentação real. Ele jura que não vai querer amar. Ela jura que não vai se apaixonar. Mas, entre beijos que escapam do combinado e os olhos afiados de uma avó que vê mentiras onde ninguém suspeita, os dois vão descobrir que a pessoa errada — às vezes — é o único jeito de acertar.

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Capítulo 1

1

Capítulo 1

06 de Janeiro — 08:14

Sexta-feira

— Está atrasada!

Respirei fundo me sentando. Estou farta de todos esses cafés da manhã, farta de ter que aturá-los todo santo dia.

— Bom dia, primeiramente. — Falei pegando um iogurte. — Eu já disse que não precisam me esperar como se isso fosse um café da manhã feliz.

— Você sabe ser estraga-prazeres, não sabe? — Bruno sorriu provocativo.

— Nós três sabemos que meu desejo nunca foi estar aqui, Bruno, não se faça de desentendido. — Sorri melancólica começando a comer.

Nossa família nunca foi unida, nunca tivemos momentos de diversão, eram compras, compras, compras, jantares. Nossa família nunca foi unida, nunca tivemos momentos de diversão, eram sempre eventos da empresa, jantares cheios de nojentos machistas e olhares maliciosos sobre mim. Quando mamãe era viva ainda era suportável, mas nesses dois anos após sua morte, tudo se tornou um caos.

— Já chega, Lívia! — Meu pai falou irritado. Bufei revirando os olhos.

— Não estou fazendo nada.

— Eu disse que já chega! — Bateu com os punhos fechados na mesa. — Cale a boca e coma, não quero ouvir sua voz.

Respirei fundo tentando controlar a respiração. Tudo seria tão mais fácil se eu pudesse continuar morando sozinha, me mudar para longe desse caos.

— Não se atrase para o jantar também.

— Tenho um compromisso, não vou jantar em casa. — Murmurei mexendo em meu iogurte, sem vontade alguma de continuar a comer.

— Não perguntei se tem ou não um compromisso, quero que desça às sete. — Respira, Lívia, respira. — E não se atrase, quero causar uma boa impressão.

— E sobre o que seria esse jantar? — Murmurei tentando controlar a raiva.

— Sobre seu casamento. — O olhei. Me levantei rápido fazendo com que a cadeira caísse no chão, o barulho alto ecoou por todo o espaço.

— Sobre o que?!

— Você ouviu muito bem, não vou repetir. Esteja pronta e coloque uma roupa adequada, não seja uma rebelde nesse momento.

— Rebelde? Só pode ser brincadeira. — Ri incrédula. — Eu não vou me casar.

— Sim, você vai. — Me olhou firme. — Não me interessa saber do seu querer, esse casamento vai ser importante para a empresa e você está precisando mesmo ser domada de vez.

— Sou um animal para o senhor? — Perguntei com certo deboche, mas a incredulidade e o desespero estavam andando lado a lado agora.

— Olha como fala comigo, Lívia, eu não estou com paciência para as suas gracinhas. — Senti sua mão segurar meu rosto com firmeza. — Você está precisando de uma lição, esse casamento é para aprender a respeitar alguém. Tenho certeza que vai aprender muito durante esse tempo.

— Eu odeio você. — Murmurei entre dentes e um sorriso nojento apareceu em seu rosto.

— Veja só, uma coisa em comum entre nós. — Ouvi a risada do meu irmão. — Agora suba para o seu quarto e não se atrase, as consequências vão ser piores dessa vez. — Empurrou meu rosto.

Subi em passos rápidos para o meu quarto, minha respiração estava descontrolada e o desespero aumentava. Eu não vou me casar, não quero um casamento por contrato!

---

Gargalhei me jogando no sofá, não lembro como vim parar aqui, mas a noite foi incrível. Me lembro de chegar na boate, começar a beber com uns amigos e a última coisa que me lembro era de estar dançando. Estou muito bêbado.

Olhei para a garrafa de bebida em minhas mãos e gargalhei mais uma vez, direcionando meu olhar para o teto. Meus olhos estavam quase se fechando quando ouvi a voz do meu pai.

— Não acredito que veio para a empresa bêbado, Rafael! — Sua voz de desapontamento não me afetou. Talvez só um pouco, mas bem pouquinho.

— Estou na empresa? Legal. — Ri fechando os olhos.

— O que está fazendo da sua vida, meu filho? — Seu suspiro fez com que eu o olhasse. Meu pai estava com uma expressão de decepção. — Me dê isso. — Retirou a garrafa das minhas mãos. — Quando vai crescer e se tornar responsável? Você vai fazer trinta anos, Rafael!

— Relaxa, pai, eu sou muito novo ainda. — Ergui os braços. Um soluço saiu da minha boca me fazendo rir novamente.

— Você não está me dando outra opção, Rafael, não está me dando escolha. — Passou as mãos na cabeça. — Eu te dei todas as chances, paguei suas multas, te dei projetos grandes, te preparei, pagamos sua reabilitação da última vez e para quê? Você continuou o mesmo, nos prometeu que mudaria.

— Como diz o ditado, a carne é fraca. — Falei indiferente. Estava tão bêbado que não conseguia pensar direito. — Só quero dormir, apaga a luz. — Me virei cobrindo o rosto com as mãos.

— Não queria fazer isso, mas você não está me dando outra escolha, te disse que faria algo da próxima vez que fizesse isso. — O ignorei fingindo roncar. — Depois não reclame, Rafael Alencar, não vou voltar atrás.

Escutei seus passos se afastando e a porta se fechou, respirei aliviado sentindo o sono me vencer. Provavelmente não lembraria de nada que conversamos aqui.

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