CAMILA NOGUEIRA
A cama estava fria ao meu lado.
Eu me mexi no meio da noite, ou talvez já fosse de manhã, buscando instintivamente o calor do corpo de Arthur. Meu braço estendeu-se sobre o lençol vazio, encontrando apenas o vazio.
Abri os olhos. O quarto estava mergulhado naquela penumbra cinzenta que precede o amanhecer. Pierre ainda roncava baixinho aos pés da cama, alheio a tudo.
Arthur não estava lá.
Sentei-me, o cobertor caindo em meu colo. Uma pontada de inquietação me atingiu ao ver que