ARTHUR VASCONCELOS
Estacionei o carro a cem metros da entrada do antigo moinho. O vento soprava forte vindo do rio, agitando a barra do meu sobretudo preto.
Verifiquei a arma no coldre nas minhas costas e a faca presa na minha perna. Respirei fundo o ar salgado e entrei no prédio.
Olhei para cima. Havia uma passarela de metal enferrujado que circulava o saguão principal, cerca de cinco metros acima do chão. E lá estavam eles.
Camila estava amarrada a uma cadeira, com uma mordaça de pano