CAMILA NOGUEIRA
— ...Eu te amo.
Ah, droga...
O jazz suave que tocava nos alto-falantes de repente pareceu alto demais. O ar frio da noite, que eu não tinha notado, de repente fez minha pele nua se arrepiar. Eu o encarei. Esse homem perfeito tinha acabado de dizer que me amava. E meu cérebro deu tela azul.
O que eu deveria dizer? "Obrigada"? "Eu também"? Eu o amo? Eu estava... perto. Muito perto. Mas dizer isso em voz alta tornaria irrevogável.
— Hum, eu... — gaguejei. — Arthur, eu... é que...
E