CAMILA NOGUEIRA
— Com certeza vamos.
Ele estava sobre mim, seus braços apoiados de cada lado da minha cabeça, as luzes de fada penduradas nos galhos do carvalho acima de nós dançavam em seus olhos, fazendo-os parecer poças de mercúrio e fome.
Eu ri, um som agudo, nervoso e bêbado.
— Aqui? — Minha voz foi um guincho. — No jardim? Arthur, pelo amor de Deus, e se alguém nos vir?
Tentei me sentar, mas ele apenas colocou um único dedo no meu ombro, me empurrando de volta para a pilha macia de almofa