ARTHUR VASCONCELOS
Alguns segundos depois, a porta do meu escritório se abriu.
Lúcia Marques entrou. Ela estava vestida para matar, com um vestido vermelho justo demais, saltos altos demais, o perfume enjoativo enchendo minha sala. Ela sorriu para mim, um sorriso que deveria ser sedutor, mas era apenas presunçoso.
— Arthur, querido. Que dificuldade para conseguir te ver.
Amália fechou a porta atrás dela, deixando-nos a sós.
Eu não me levantei. Apenas indiquei a cadeira à minha frente com um ges