O escritório estava mergulhado no silêncio, exceto pelo leve tique-taque do relógio de parede e o zumbido constante do ar-condicionado. Eduardo não havia saído dali desde a noite anterior. A discussão com Helena ainda ecoava em sua mente como um raio cortando o céu antes da tempestade. Ele não conseguia esquecer o olhar dela — partido, ferido, decepcionado. Aquilo o consumia mais do que ele gostaria de admitir.
Sentado no sofá de couro, com a camisa amarrotada e a gravata afrouxada, ele segura