O céu cinzento daquele sábado parecia espelhar o peito de Helena. A casa continuava mergulhada em um silêncio cruel, e o cheiro do travesseiro de Eduardo, que ela apertava contra si, já começava a desaparecer. Como se até ele quisesse sumir de vez.
Ela não sabia mais o que pensar, o que sentir. Só sabia que não suportava mais ficar ali, parada, à espera de um sinal que talvez nunca viesse.
Mas havia algo que ainda pulsava dentro dela. Raiva. Não a raiva violenta, destrutiva. Era uma raiva sil