Rafaelly Almeida
Ver Leandra sair do bar ainda com aquele ar confiante foi como levar um soco no estômago. A forma como ela caminhava, como segurava a bolsa e ajeitava os cabelos, como se fosse alguém no controle da própria vida, me dava ânsia. Era irritante demais perceber que aquela mulher era a mesma irmã que durante anos não passava de um fardo, de uma coitada que dependia dos outros para existir.
E, no entanto, ali estava ela… sorrindo.
Sorrindo como se fosse dona de algo que me pertencia.