Ele não se atrasou.
Isso foi o primeiro sinal.
Pessoas que precisam controlar não gostam de chegar depois. Chegam no tempo exato — nem antes, para não parecerem ansiosas, nem depois, para não perderem domínio.
Quando a porta abriu, eu já estava pronta.
Arthur também.
Mas a diferença era simples:
Eu estava esperando o erro.
Ele estava esperando a confirmação.
E eram coisas diferentes.
— Achei curioso o convite — ele disse, entrando.
Calmo.
Seguro.
Como alguém que nunca precisou provar nada.
Incl