A porta ainda estava fechada quando o silêncio começou a mudar de forma.
Não era mais vazio.
Era carregado.
Cheio de decisão.
Arthur ficou alguns segundos olhando para a madeira, como se pudesse atravessar o que ainda estava acontecendo do outro lado.
Eu não olhei.
Porque eu já sabia.
Não havia mais dúvida.
Não havia mais hipótese.
Só consequência.
— A gente não pode esperar — ele disse.
— Não vamos.
— Isso precisa ser fechado agora.
— Isso precisa ser exposto certo.
Silêncio.
Curto.
Mas alinha