A porta de vidro se abriu devagar.
Henrique passou primeiro, ainda ofegante, a camisa colada nas costas, o rosto suado. Rodrigo entrou logo atrás, olhando para o celular com a tela do boletim de ocorrência ainda aberta. Arthur segurava a porta para Elize, que caminhava devagar, como se cada passo precisasse ser calculado.
O ambiente fresco do escritório contrastava com o calor do que tinham acabado de viver.
E foi Glória quem notou.
— O que aconteceu com vocês?! — ela levantou-se da cadeira