Quarta-feira amanheceu com céu limpo e um certo peso no ar. Elize estava debruçada sobre a bancada da recepção, rabiscando algo no caderno, quando Arthur entrou.
— Bom dia — disse ele, seco.
Nada de piada.
Nada de sorriso torto.
Só um cumprimento e passos firmes direto pra sala de Henrique.
Ela franziu a testa. Estranho.
Mas logo mergulhou de novo nos documentos, acreditando que ele só não dormiu bem.
Na sala de Henrique, Arthur bateu na porta com um pouco mais de força que o necessário.