Henrique ergueu os olhos do notebook e, por um segundo, esqueceu de respirar. A mulher que entrava não era exatamente uma surpresa — mas ali, com postura firme e olhar seguro, ela parecia maior do que a lembrança. Mais real. Mais perigosa.
— Bom dia — ele disse, recobrando o fôlego. — Elize, certo?
— Isso. — Ela sorriu e se aproximou, estendendo a mão. O aperto foi breve, mas firme.
— Sente-se, por favor. Aceita um café? Uma água?
— Água, por favor.
Ele se levantou, serviu em um copo