As segundas-feiras na Baía tinham um ritmo próprio. Diferente do burburinho caótico dos finais de semana, a cidade parecia respirar fundo na manhã de segunda, como se se recuperasse de dias intensos.
O Café Velluto não era exceção. O movimento era suave, espaçado. Gente da cidade, alguns trabalhadores da marina, uma ou outra senhora com tempo livre para um café e bolo. Era a rotina que Elize conhecia bem — e gostava.
Com um avental amarrado na cintura e uma caneca de chá nas mãos, ela se enco