A segunda-feira amanheceu cinza, e Henrique Villamar pisou no escritório já com um leve peso nos ombros — não do clima, mas da rotina.
O elevador parecia lento demais, os corredores silenciosos demais, e o copo de café que trouxera da cafeteria da esquina... frio demais. Era o retrato perfeito da volta à realidade.
Logo ao entrar em sua sala, foi surpreendido por uma pilha generosa de processos sobre a mesa. Recém-chegada. Ainda cheirava a burocracia.
— Ótimo — murmurou, depositando a pa