Era quarta-feira. Elize chegou cedo, como de costume.
Tinha algo reconfortante em ser a primeira a chegar — o silêncio, a luz suave entrando pelas persianas, e a sensação de estar um passo à frente do caos.
Colocou a bolsa no cantinho da mesa, ajeitou os papéis, ligou o computador.
Café ao lado, cabelo preso, expressão de quem estava pronta para enfrentar qualquer e-mail não lido.
Henrique chegou pouco depois, já arrumado demais pro horário.
Camisa social dobrada no antebraço, cabelo