Elize se sentou devagar no sofá, ainda com o rosto pálido, o cabelo grudando na testa suada.
O copo d’água nas mãos tremia levemente.
Arthur a observava em silêncio, sentado à sua frente, os cotovelos apoiados nos joelhos.
Não havia ironia nos olhos dele — só um cuidado denso, quase palpável.
— Por que você tá olhando assim? — ela tentou forçar um sorriso, sem conseguir.
Ele respirou fundo, e quando falou, sua voz era baixa, firme e sem rodeios.
— Eu já sei.
Ela o encarou, confus