Depois de deixar o escritório, Henrique foi para casa. Ao chegar no prédio, desligou o carro e ficou ali, parado por alguns segundos na garagem.
O silêncio do veículo preenchia os espaços que Elize havia deixado — o perfume no ar, a risada ainda ecoando, o jeito como ela tinha olhado para ele antes de descer.
O banco do carona parecia mais próximo do que nunca.
Ele sorriu sozinho, mas o sorriso murchou rápido.
Como uma sombra invadindo a cena, a lembrança da reunião com Augusto aparece