Henrique soltou um suspiro silencioso, a mandíbula travando por um segundo.
Rodrigo, largado na poltrona da recepção com um copo de café na mão, não perdeu a deixa.
— Tá namoran-do! Tá namoran-do! — cantarolou, batucando os dedos no apoio do braço como se fosse uma bateria improvisada.
Elize travou no lugar, desejando virar pó instantaneamente. O rosto queimava, e ela nem sabia se ria, fugia ou fingia um desmaio.
— Rodrigo... — começou Henrique, entre os dentes.
— Calma, chefe. Tô só