O relógio marcava 17h43 de domingo. O sol começava a se esconder atrás das mansões do bairro Alto do Luar, tingindo de dourado as vidraças da mansão Villamar.
Ágatha estava sozinha no jardim interno, cuidando das orquídeas, quando o celular tocou. Número desconhecido.
Ela quase não atendeu — não era de falar com estranhos. Mas algo naquele dia estava esquisito desde cedo, como se o vento carregasse um aviso.
— Alô?
A voz do outro lado era baixa, lenta, quase irônica.
— O mundo não g