Mundo de ficçãoIniciar sessãoRômulo Stefano era um CEO muito ocupado e para agradar sua avó, casou-se com uma jovem pacata que lhe deu uma filha. Ela não resistiu ao parto e faleceu, deixando-o sozinho para criar a menina. Por três anos, ele contratou várias babás, mas todas foram demitidas por atos libidinosos contra ele, agora, sua governanta idosa, precisava ficar com a menina, mas era sacrificante para ela. Melissa Jones formou-se em designer de modas e fazia estágio na empresa Magazin’s, do Grupo Stefano. Seus projetos eram excelentes, ela estava na lista de promoções e seria efetivada em breve. Porém, foi acusada de plágio e antes que conseguisse provar sua inocência, foi chamada à sala do CEO. Por obra do acaso, quando saiu do elevador para encontrar o presidente da empresa, encontrou uma garotinha que a agarrou e pediu colo, não a largando mais. — Senhorita Jones, você pagará pelo seu crime sendo babá da minha filha e para que não fuja, nos casaremos, imediatamente.
Ler maisEra uma noite de tempestade e na mansão dos Stefanos, ouvia-se os gritos da mulher com dores de parto. Ela foi teimosa e desobedeceu às ordens médicas para não se deslocar para um lugar remoto, pois sua gravides era de risco e ainda não estava no tempo da criança nascer.
Rômulo Stefano, seu marido, vivia fora, deixando-a sozinha na maior parte do tempo e ela aproveitava cada segundo para se divertir. Saía com as amigas para compras infinitas nos shoppings, participava de eventos como corridas no hipódromo e frequentava cassinos, onde perdia alguns milhões do marido. No entanto, neste fatídico dia, enraivecida com o marido que lhe bloqueou os cartões, provocou-o viajando para a mansão da família no interior, levando um grupo de amigos de suas farras noturnas. Quase chegando a mansão, a tempestade começou e o motorista não conseguiu controlar o carro nas ruas mal pavimentadas daquela região do Brasil e rodou na pista, batendo em uma árvore. O carro que vinha atrás, os socorreu e por sorte, ninguém ficou gravemente ferido, mas a Sra. Stefano entrou em trabalho de parto prematuro. Chegaram à mansão e só haviam dois empregados de plantão e não sabendo o que fazer, ligaram para o patrão. Rômulo contactou todos os que conhecia na região e o máximo que conseguiu foi uma parteira que morava nas vizinhanças. Fez tudo pelo celular e depois pegou um helicóptero para tentar chegar a tempo na mansão. A mulher já estava sem forças, quando a criança nasceu e por ter perdido muito sangue, não resistiu e morreu. A criança, por ser prematura, era muito mirrada e a parteira pensou que, assim como a mãe, não resistiria. Mas a pequena tinha um pulmão forte e chorava com vontade, até que foi enrolada em um cobertor e entregue nos braços do homem carrancudo. — Parabéns, Sr. Stefano, é uma menina. * Na cidade de Andaluzia, neste mesmo dia, Melissa Jones participava de um concurso de moda como estilista amadora. Amava criar roupas, fosse qualquer estilo, esmerou-se para chegar à perfeição e quando suas ideias tomavam forma, eram um espetáculo de criação e beleza. Assim, estava sempre representando a faculdade em que estudava, nos concursos e todos a queriam em suas equipes. Não foi diferente dessa vez, ela levou o troféu de primeiro lugar para honrar sua faculdade, no que o diretor foi muito grato. Conseguiu com isso, formar-se com honras, recebeu indicações dos professores e portas abertas nas empresas de moda. Seus pais eram professores e ela levava uma vida simples, por isso escolheu entre todas as portas que se abriram, ir se aperfeiçoar na Itália, no Raffles Milan - International design institute. Três anos depois. — Belinha, venha aqui menina! Como pode uma criança tão pequena ser tão arteira? — reclamou Diná, a governanta da casa. — Eu estou com ela, Diná. Estava dentro do meu guarda roupas. — disse Rômulo, trazendo a criança no colo. — Eu não tenho mais saúde para correr atrás de criança, senhor, arrume logo uma babá ou terei que me internar em uma clínica. — Não seja dramática, Diná. Ela vai comigo hoje, passarei a manhã entrevistando as candidatas. A menininha parecia um anjinho no colo do pai, mas a governanta, o motorista, o jardineiro, ou seja, todos os funcionários da casa, sabiam o trabalho que a pequena dava. Talvez a culpa fosse das babás que a tratavam com displicência, interessadas só no pai e a criança cresceu fazendo o que queria. Agora, ela se escondia de todos, nos lugares mais estranhos, assustava as pessoas e quando antipatizava com alguém, era uma gritaria de estourar os tímpanos. Desse jeito, Diná já havia perdido as contas de quantas babás foram demitidas. — Tome café antes de sair, está na mesa. E você também precisa comer, princesa peralta. — disse Diná, que pelo tempo que trabalhava na casa, tinha intimidade o suficiente para falar com o patrão. A menina olhou para ela com um largo sorriso, gostando de ser chamada de princesa. — Quero beico, tem beico? (bacon) — Você ainda não pode comer bacon de manhã, que tal iogurte com frutas e aveia, ovos mexidos e um pão de queijo. — disse Rômulo, colocando a menina na cadeira elevada com mesa acoplada. — Num sô bebe, papai. Sô menina gande. — Só quando falar direito, mesmo assim, ainda tem que obedecer o papai e se não comer logo, ficará em casa. A menina ficou quieta e começou a comer o que o pai lhe serviu. Diná se afastou para rir à vontade, pensando no trabalho que a garota daria conforme crescesse. Rômulo examinava seu tablet para ver as notícias de moda do dia e se assustou com os trends de notícia: “ Paradiso Designs lança sua coleção antecipadamente, com um show de originalidade. “ Era a principal manchete. Os modelos eram muito parecidos com os que estavam sendo confeccionados em sua fábrica para a próxima estação e o desfile estava programado para dali a 15 dias. Pegou o celular e viu que já haviam mensagens de seu assistente, Charles. Ligou para ele: — Bom dia, senhor. Já viu as notícias? — atendeu Charles com uma pergunta. — Sim, roubaram nossos croquis. Eu acompanhei passo a passo a criação e sei que são nossos. Eles foram vazados antes dos dois últimos acertos, os nossos são muito melhores. — Exatamente e já estou olhando as filmagens das câmeras de vigilância, para ver quem teve acesso. — Já estou indo, mas terei a manhã toda ocupada com as entrevistas e Isabela vai comigo. — Sim, senhor, já tem candidata esperando. — respondeu Charles com uma careta, imaginando a confusão que seria causada pela menina que, a seu ver, era uma peste. — Mas que mulherio apressado. — resmungou Rômulo. Levantou-se para ir ao banheiro escovar os dentes e Belinha pediu a Diná para a tirar da cadeira. Ela reclamava muito de ainda ter que sentar naquela cadeira, mas nas outras ela ficava muito baixa. — Vamos logo lavar essas mãos e a boca, seu pai já vai descer. Para facilitar seu serviço, Diná mantinha escova de dentes para a menina, no banheiro do primeiro andar e acompanhou-a para que não se molhasse toda e quando seu pai desceu, já estava pronta, esperando.Ficou decidido e ninguém ousou reclamar. Clarice leu a carta, descobrindo a mentira de Cornélio que ocultou a mãe dela durante tantos anos sem que ela pudesse conhecê-la. Ele amou-a tanto que conviveu com ela como casal sem união carnal, apenas como um vínculo de companheirismo. Aproveitaram os últimos anos de vida dela e criaram aquele local como o seu paraíso particular. Clarice foi ao local onde estava o corpo, junto com a equipe que o recolheu para fazer a exumação. Pediu a todos um tempo e conversou com ele: — Você me salvou, deu-me um novo sentido para viver e ajudou-me a crescer. Porém, como todo ser humano, você tinha seus defeitos e cometeu alguns que me afetaram muito. Por isso estou violando o seu local de repouso, é o meu castigo para você, vou expor para todos que quiserem ver. Adeus. Ela olhou para o caixão ao lado, mas apenas se despediu, não conheceu a mãe pessoalmente e não tinha o que dizer a ela. Assim, voltou para a mansão onde estava hosp
Rômulo observou bem todo o local e comentou: — Tudo aqui foi feito com dedicação. O material é de primeira e tudo está preparado para não sofrer nenhum revés do tempo ou invasão de animais. Tem até um dispositivo que elimina o odor e o ar está limpo. — O Sr Dietrich falou que vão encontrar no arquivo todos os dados que precisa. — informou John mostrando o arquivo no canto da sala. — Ele pensou em tudo e provavelmente, as informações contidas neste arquivo e as coisas que ele fez não são muito corretas ou ele não precisaria se esconder. — disse Bela. — Esse outro caixão deve conter o corpo da minha avó. Acho que tem muita coisa oculta por trás desta história. — completou Vitor. — Não temos o que fazer aqui. Não faremos um funeral porque o corpo já está praticamente enterrado. Vamos esperar Clayton chegar, ele é o único que tem direito a mexer nas coisas do pai. — concluiu Rômulo. Ela não falou mais nada, virou-se e foi embora subindo as escadas. Vi
A incredulidade atingiu a todos. — Como assim, faleceu? Meu avô estava bem…— perguntou Vitor, não acreditando que Cornélio tivesse morrido, nunca parou para pensar que um dia ele não estaria mais presente. — Existe um segredo que só agora será revelado. Esta cabana foi construída por ele e ao ser revelado o segredo dele, veio ficar com sua amada. O jazigo deles está aqui nessas terras e fomos direto lá onde ele tomou veneno e deitou no caixão ao lado dela, falecendo sem que conseguíssemos fazer nada. Estavam todos chocados com a notícia, Bela principalmente, amava Cornélio por tudo o que aprendeu com ele no ano em que ficou na sede da Firma. Agora veio parar justamente no lugar que ele usou como esconderijo e descobrir que havia um jazigo naquelas terras, Era surpresa maior do mundo. Victor percebeu que ela não estava bem e a abraçou, ainda sentados no sofá. Melissa percebeu e foi buscar um copo d'água, fazendo com que ela bebesse e anunciou: — Eu estava
Cornélio viajou por horas, dormiu e acordou várias vezes. Chegou ao anoitecer, graças ao fuso horário, e ficou hospedado em um hotel para se recuperar da viagem. Um médico o acompanhou e medicou quando necessário. Alimentou-se bem e marcou sua saída às quatro e meia da madrugada. Queria chegar ao chalé antes de todos acordarem e visitar o túmulo de sua amada que ficava no mesmo terreno. Acreditava que eles ainda não tinham encontrado, já que ficava em um local ermo e cercado de vegetação que protegiam a visão do local. O médico e dois John’s o acompanharam e passou tranquilamente pelo portão secreto que ficava no local mais ermo da propriedade. Deixaram o carro estacionado do lado de fora na calçada e apesar do muro não aparentar ter nenhum portão, Cornélio apertou um ponto específico e o muro deslizou para o lado, mostrando a passagem para o interior. — Por aqui, doutor. Jonh’s, um entra comigo e o outro fica aqui no aguardo. Caso apareça alguém, simplesmente entr





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