Elize chegou cedo ao escritório, mas não adiantou nada. O humor estava cinza, igual ao céu lá fora.
Tentou se distrair com uma xícara de café, mas não sentia gosto de nada.
Sentou-se à mesa, abriu o notebook, e ficou encarando a tela sem digitar uma linha.
Glória percebeu de longe, mas respeitou o silêncio. Elize não era de chegar daquele jeito.
Henrique apareceu um pouco depois. Camisa social dobrada nos antebraços, café na mão, e olhos atentos.
O olhar dele bateu direto nela. Bastou.