Helena encarava a foto em suas mãos como se fosse uma arma. Ela e Arthur, dormindo juntos, capturados por uma lente invisível. A imagem era recente. Íntima. Invasiva. E mais do que tudo, era um aviso: alguém estava observando. Alguém havia estado ali.
Ela se levantou do sofá com o coração disparado. Trancou todas as portas, verificou as janelas, olhou cada canto do apartamento. Nada parecia fora do lugar — e isso só tornava tudo mais perturbador.
Ligou para Arthur. A voz dele veio firme, mas co