Helena
Clara chegou em casa com os olhos brilhando. Falava rápido, cheia de ideias, planos, nomes de mulheres que eu nunca ouvi, projetos que estavam crescendo. Ela parecia viva. Mais do que nunca.
E eu? Eu devia estar feliz. Mas senti um aperto no peito.
Não por inveja. Não por medo. Mas por algo que eu não conseguia nomear.
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— Mãe, a gente vai ocupar o auditório da prefeitura. Já temos trinta inscritas. E Luma conseguiu apoio de uma ONG. Você acredita?
— Acredito — respondi. Mas minha voz