Voltar para casa naquela noite foi como atravessar um campo minado de lembranças e emoções. O carro estava silencioso, exceto pelo som das gotas de chuva batendo contra o vidro. Meus dedos estavam trêmulos sobre o volante, e minha respiração curta. Ainda podia sentir o perfume de Baran em mim — aquele cheiro inebriante de âmbar, tabaco e pele quente.
Eu não deveria tê-lo beijado.
Mas como evitar? Como impedir meu corpo de responder quando os olhos dele me diziam tantas coisas que ele ainda não