Hanna
Acordei antes do sol, o corpo inquieto, como se a cama estivesse grande demais sem ele. A saudade latejava num ponto específico no peito… e em outros lugares que eu preferia não admitir antes das oito da manhã.
Levantei, vesti minha roupa de corrida e desci para o parque perto do prédio. O ar gelado bateu no rosto, e a cada passo eu tentava expulsar a tensão que vinha acumulando desde que Ethan embarcou.
Mas a verdade é que a distância já estava doendo de um jeito que eu não esperava.
Corri por quase uma hora. Quando voltei para o apartamento, o suor escorrendo, o coração acelerado, Sabrina me ligou em chamada de vídeo.
— Saudade da minha irmã favorita — ela disse, jogada no sofá com uma caneca de café.
— Eu sou sua única irmã — respondi rindo, pegando uma garrafa de água.
— E a mais problemática — ela completou com um sorriso malandro. — Tá viva aí?
— Tô tentando — respiro fundo. — Como foi a semana?
Ela conta, fala rápido, gesticula. Depois menciona o próximo feriado.